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Mídias digitais atuam na globalização da Capoeira
Por Caroline Dias Menezes – cdiasmenezes@gmail.com Publicado em: 09/05/2013 – Ano: 46 – Número: 154 Não se sabe exatamente quando começaram as primeiras rodas de capoeira,...

Por Caroline Dias Menezes – cdiasmenezes@gmail.com
Publicado em: 09/05/2013 – Ano: 46 – Número: 154

Não se sabe exatamente quando começaram as primeiras rodas de capoeira, mas o primerio registro de referência do termo “capoeira” para designar uma forma de luta data de 1770. Hoje a mistura de luta com música e dança genuinamente brasileira está presente nos mais diversos países, dos EUA à Indonésia, e tem contado com as mídias, sobretudo as digitais, como um poderoso meio de manutenção e expansão da cultura.

A capoeira se tornou um fenômeno mundial e, segundo Mariana de Toledo Marchesi, pesquisadora do centro de pesquisa Atopos, da Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP), e capoeirista há cerca de dez anos, esse processo se deu por duas frentes: existe uma movimentação migratória de capoeiristas brasileiros que foram para o exterior, mas também há outra midiática, que permitiu a circulação das informações sobre a prática nos mais diversos lugares. Para a pesquisadora, a mídia forma o ambiente cultural e não há como estudar uma cultura sem entender o ambiente midiático em que ela habita.

Orientada pelo Prof. Massimo Di Felice, Mariana buscou investigar em sua dissertação de mestrado, defendida em 2012, como as mídias digitais influenciam os processoas de reprodução e transformação da capoeira no mundo. A pesquisadora, que pratica a luta no Projeto Liberdade Capoeira, lembra que muitas vezes recorreu a vídeos na internet para treinar ou descobrir novos movimentos. “Comecei a perceber, como capoeirista, que meu aprendizado estava ligado também a uma vivência virtual¨, afirma.

A importância dos vídeos

Um dos grupos pesquisados por Mariana, o Capoeira Mogador, de capoeiristas marroquinos, aprendeu a técnica através de vídeos, sem o auxílio de nenhum mestre. Isso mostra uma grande transformação em uma das marcas mais fortes da capoeira, que sempre foi a oralidade.

A partir da década de 1950 começaram a surgir os primeiros materiais audiovisuais sobre a luta e a transmissão do conhecimento deixou de ser necessariamente presencial. Mariana vê isso como algo natural, uma vez que o aprendizado está relacionado principalmente à observação, o que é facilmente feito através de um vídeo. Foi possível observar, com a pesquisa, que o vídeo atua não só como um interessante meio de aprendizado mas também como um importante expansor da cultura. No cinema, “Esporte Sangrento” (originalmente Only the Strong, de 1993), embora não tenha sido sucesso de bilheteria, foi muito expressivo para que a capoeira se popularizasse pelo mundo.

Herdeiros e transmissores

A pesquisadora conversou com várias pessoas que possuíam grupos e portais sobre capoeira na internet. Ela criou um blog no qual escrevia um diário de pesquisa e foi através dele que conheceu alguns dos capoeiristas que incluiu no estudo. Com o blog, Mariana pode interagir com os moderadores dos sites e esse diálogo foi fundamental para o resultado do trabalho. “A partir do momento em que se conecta, você se insere no universo que está estudando”, observa.

A primeira referência sobre capoeira na internet foi um projeto do então idoso e hoje já falecido Mestre Decânio, discípulo direto de Mestre Bimba, figura bastante importe e conhecida no meio da capoeiragem. Decânio tinha consciência da importância de registrar tudo o que havia aprendido para que a capoeira continuasse existindo. A pesquisadora considera ser essa a principal motivação das pessoas que hoje mantém esses canais na internet: a questão da transmissão cultural. “ Existe um momento em que você percebe que carrega uma herança que depende também de você que essa cultura continue viva”.

Ricardo Nascimento

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