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2014 – soma – 7 “A MÍSTICA DA CAPOEIRA”
2014 – soma – 7 “A MÍSTICA DA CAPOEIRA” 2014 soma 7 “A MÍSTICA DA CAPOEIRA”                 Ano das revelações, quando a congruência dos astros...

2014 – soma – 7 “A MÍSTICA DA CAPOEIRA”

2014 soma 7 “A MÍSTICA DA CAPOEIRA”
                Ano das revelações, quando a congruência dos astros se equilibram e emanam aos homens, esta energia, que também se equilibram, procurando neste contexto quem sabe, a união!
                A vida nos ensina que, quando existe amor no que fazemos, não existe perda, porque o amor soma e transforma!
                Por esta razão, me transporto agora ao ano de 1974, ano em que abri a Academia Tabosa, e me deparei com o desafio de criar uma sistematização de graduação, cujo anseio dos alunos me exigia que assim o fizesse, uma vez que naquela época, quase nada existia neste sentido.
                Era necessário termos uma forma disciplinar e educacional, pela qual podíamos acompanhar a evolução técnica do aluno, compensando-o com um reconhecimento deste esforço, através da ascensão que o sistema de graduação contemplava.
                Para quem não dá aula, isso fica de difícil compreensão, mas, para quem milita nesta área do esporte de luta, principalmente, nos ajuda em muito atuar no lado psicológico dos nossos alunos, satisfazendo seus egos!
                Passadas quatro décadas do sistema de graduação que criei, apesar do tempo não existir, quando ele na verdade é um estado da consciência muitas vezes marcado pelos nossos feitos , deparo-me, pesquisando pela internet, com um artigo do “Jornal de Brasília” datado de 15 de Abril de 1979, disponibilizado pelo site da Funarte-INF, em que o Zulu dá um depoimento que vem ao encontro deste assunto, e que ele faz um registro desta minha graduação, onde afirma que usa esse sistema com seus alunos a partir de então!
                Para quem quiser ter acesso a esse registro, pode seguir os passos que eu fiz pela internet: primeiro, digita o título- sistema de graduação Tabosa-Zulu. Uma tela vai abrir e se não mudou, o quarto item  está escrito-CDU, clica-se neste item e entra uma outra tela pedindo para digitar à esquerda no alto, no campo indicado – sistema de graduação, pronto,  entra a tela com a reportagem em questão.
                Vale lembrar que quando fiz esta graduação, tinha em mente, entretanto sem nenhum cunho religioso, homenagear aqueles que para mim, oprimidos pela escravidão, pela solidão, pelo banzo da saudade de sua terra natal, África, tiveram a força de criar uma luta de resistência, munidos por um dos três maiores pilares que equilibra um ser humano em seu estado psicológico, que são: trabalho, família e a crença, que é à força de uma religião.
                Como sabemos, trabalho, inexistia, pois eram mantidos escravos; família, dissipada pela separação abrupta da escravidão; só restou mesmo, a crença para mantê-los de pé! Crença essa que procurei me amparar, na tradição da África, baseando-me nos Orixás.
                Como seus rituais, tem muita correspondência do lugar do continente africano em que viviam, achei prudente me basear nos Orixás que regem a Umbanda, que são sete, uma vez que a umbanda sintetiza no Brasil, a religião africana! Assim eu fugiria da polêmica que as nações do Candomblé têm. Devo aqui uma explicação de como tudo aconteceu, que também por uma questão do acaso, tive a necessidade de fazer esta graduação, baseada nos Orixás!
                Estava no Rio de Janeiro, já voltando para Brasília, e não tinha conseguido junto a Senzala, trazer o sistema de graduação que eles usavam!
                A Senzala, devo dizer, que era um grupo de capoeira que eu tinha muita afinidade, pois participei dos três momentos do Berimbau de Ouro, junto com eles!
                O grupo Senzala tinha um sistema de graduação, cujo embasamento não tinha muita lógica, onde o próprio Peixinho, não sabia dar uma boa explicação das razões das cores, nem da hierarquia da sua graduação!
                Foi então que em outro momento, pensando em como poderia criar um sistema de graduação, percebi que estava em frente a uma casa que vendia artigos de Umbanda, e que algumas contas guias, me chamaram a atenção! Aproveitei e comprei uma guia que regia a Umbanda, com seus sete Orixás!
                Para manter aquela força do acaso, segui as cores da mesma forma em que estavam alinhadas na guia, ou seja: azul, marrom, verde, amarelo, roxo, vermelho e branco.
                Como disse, para fugir da polêmica dos Orixás no estudo do Candomblé, fiz um estudo baseado no livro de Umbanda “o livro do exército Branco de Oxalá” de Marcio Barcelos, que assim determinava: Azul- Iemanjá, Marrom – Xangô, Verde – Oxossi, Amarelo – Iansã, Roxo – Oxum, Vermelho – Ogum e Branco – Oxalá.
                2014, um ano de revelação e também de harmonia devido a sua soma ser sete, número cabalístico, que simboliza dentre outras coisas, Sorte!
                Fico com o coração aberto, no ensinamento vindo, de novo, da nossa irmã África, que ao apagar das luzes do ano de 2013, Nelson Mandela nos deixou um legado: que através do esporte se une uma Nação, mas através de um exemplo de humildade, procurando sempre se harmonizar com os outros, se uni várias nações e crenças, vide em sua partida para o outro plano, ou seja, “o andar de cima”, ele uniu o Planeta, com a presença de diversos presidentes, de diversas Nações e crenças, que vieram prestar suas últimas homenagens!
                Devo dizer que bem no início do uso desta graduação em questão, Zulu, teve interesse em até me ajudar a desenvolver, tentando, além do embasamento dos Orixás, que eu já tinha criado, uma justificativa outra que viesse somar, quem sabe, visto por uma outra ótica, ajudaria o leigo, a ter uma melhor compreensão deste universo, da capoeira!
                Também aproveito para registrar, que tenho informação que muitos grupos usam esse sistema de graduação que eu criei, não só no Brasil, mas também em outros países! O que me deixa  obrigado a ratificar e explicar  como foi todo esse processo de criação.
                Como o “acaso“ com sua energia própria, cria o momento de um fato existir…
                É hora, é hora!
                Iê! É hora, é hora, camará!!!
                Brasilia, DF 27 de dezembro de 2013
                HÉLIO TABOSA DE MORAES

Ricardo Nascimento

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