O Palácio da Cultura Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, foi sede do lançamento da 2ª edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras,...

O Palácio da Cultura Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, foi sede do lançamento da 2ª edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, na noite da última quarta-feira (28). A premiação, criada para estimular e incentivar as expressões artísticas de estética negra, é uma realização da Fundação Cultural Palmares e do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (CADON), com o patrocínio da Petrobras.

O evento reuniu 200 pessoas envolvendo a classe artística, os representantes políticos e a sociedade civil carioca. Na abertura da cerimônia, a atriz Iléa Ferraz levantou aplausos com a apresentação cênico-musical de uma adaptação especial da obra A Botija de Ouro, de Joel Rufino. “Esse momento é de grande significado para a arte afro-brasileira e contempla o artista negro, que fica sempre fora dos editais”, disse emocioanda.

O lançamento desta segunda edição do prêmio foi feito pela presidente do CADON, Ruth Pinheiro, que falou sobre o sucesso da primeira edição, a qual contou com uma ampla divulgação nacional e internacional. De acordo com Ruth, desta vez a expectativa é ter uma abrangência ainda maior. Ao explicar sobre o prêmio, ela ressaltou que as inscrições só vão ser feitas pelo site (www.premioafro.org) e haverá uma intensa divulgação nas redes sociais: twitter (@premioafro) e facebook (premioafro).

“Hoje é um dia especial. Por coincidência, comemoramos a Lei do Ventre Livre, que faz parte da história do negro no Brasil. Agradeço a Palmares por fazer este lançamento no Rio de Janeiro, onde temos uma grande representação artística e aproveito para homenagear a atriz Zenaide Zen, que morreu sem ter o reconhecimento e a visibilidade que merecia”, finalizou.

Este ano, o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras é dedicado às comemorações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), para o combate ao racismo. Para o gerente de Responsabilidade Social da Petrobras, Luis Fernando Neri, a iniciativa representa a reafirmação da importância da cultura negra e é necessário que haja mais ações afirmativas. “A Petrobras ao patrocinar esta realização está promovendo a valorização da diversidade brasileira. Nós queremos ter novas oportunidades de contribuir para exaltar a riqueza de eventos como este”, disse.

Ao final, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araújo, destacou o papel da cultura nos eixos do governo da presidente Dilma Rousseff, que tem a missão de ser veículo para a erradicação da miséria e do analfabetismo. “ O prêmio lançado hoje vai a esse encontro. À frente da Fundação Palmares temos o desafio de promoção da cultura negra e contamos com a participação da classe artística para o sucesso desse prêmio”, concluiu.

Inscrições – As inscrições estarão abertas no período de 10 de outubro a 28 de novembro de 2011. Os projetos inscritos serão avaliados por uma comissão de membros indicados, e serão considerados os critérios de excelência artística, histórica e efetiva contribuição artística para a cultura afro-brasileira, pertinência do conteúdo à questão afro-brasileira, qualificação dos profissionais e viabilidade técnica de execução. Após a divulgação dos resultados, será realizada uma cerimônia de premiação para os vinte projetos vencedores. O prêmio é coordenado pelo Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira (DEP) da Fundação Cultural Palmares.

Ricardo Nascimento

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