Aos 80 anos, mestre João Grande ainda dança, canta e ginga nas rodas de capoeira mundo afora   O...

[youtube id=”lzBhDqyOw34″ width=”620″ height=”360″]

 

Aos 80 anos, mestre João Grande ainda dança, canta e ginga nas rodas de capoeira mundo afora
 
O mestre João Grande é a personificação da capoeira. Aos 80 anos, carrega a dança no movimento do corpo, no balançar dos braços, no caminhar, na voz, no toque. É como se ele todo levasse dentro de si uma animada roda de capoeira. Referência na modalidade no Brasil e no mundo, o mestre está no Ceará, pela segunda vez, no evento cultural “Fortaleza recebe João, grande mestre da Capoeira”, para reafirmar os valores da tradição afro.

João Grande nasceu em Itagi, no sul da Bahia, mas cresceu em Salvador, onde encontrou a capoeira, aos 20 anos. “Foi Deus que me mandou isso”, disse.

De lá, partiu para Nova York, nos Estados Unidos, onde mora há 20 anos e tem o Centro de Capoeira Angola. A missão é difundir a capoeira angola (estilo mais tradicional) onde for. “Um vai ser aviador, outro motorista. Minha missão é levar a capoeira”, sorri, com a sensação de dever cumprido.

Muitas capoeiras

Para ele, a capoeira pode ser “uma dança, um esporte, uma arte, uma profissão, uma cultura”. Dependendo de como for utilizada também. “Pode ser luta, em situações de dor.” Mas não apoia o uso da tradição no MMA (mixed martial arts). “A capoeira não precisa disso. Ela tem uma luta própria. Não é para machucar o outro”. E explica que o movimento e a esquiva do movimento é que vão dando continuidade à luta. “Não tem contato”, ensina.

Mestre João Grande tem a capacidade de ver a capoeira em cada um. “Tudo que você faz é capoeira. Dormindo, dirigindo, comendo. Está fazendo capoeira.”

E também acredita que o esporte é de inclusão e pode ser praticado por todos. “Capoeira é para homem, menino e mulher. Só não aprende quem não quer”, ri alto, como um bom incentivador. Conta de mestres que começaram a praticar aos 10 anos e de alunos que passam a se dedicar somente aos 50 anos.
Origens

A capoeira se desenvolveu no Brasil como dança, desfia o mestre João Grande. Foi trazida pelos escravos africanos, junto com outras tradições da cultura negra. Resiste até hoje pela tradição oral, pelo passar de pai para filho, pelo passar dos mais velhos para os mais novos. E João Grande, que aos 80 anos ainda ginga, canta e toca os instrumentos, pretende continuar fazendo isso até quando puder. “Deus é quem sabe”, sorri.

Resistência no esporte João Grande nasceu em Itagi, no sul da Bahia, mas cresceu em Salvador, onde encontrou a capoeira, aos 20 anos. “Foi Deus que me mandou isso”, disse.

De Salvador, mestre João partiu para Nova York, onde mora há 20 anos e tem o Centro de Capoeira Angola. A missão é difundir a capoeira angola – estilo praticado

Para o mestre João Grande, a capoeira pode ser “uma dança, um esporte, uma arte, uma profissão, uma cultura”.
Mestre João tem a capacidade de ver a capoeira em cada um. “Tudo que você faz é capoeira. Dormindo, dirigindo, comendo.”

Fonte : Jornal O povo

Ricardo Nascimento

No comments so far.

Be first to leave comment below.

Your email address will not be published. Required fields are marked *