O cinema africano ganha o mundo O diretor Tunde Kelani, homenageado na Mostra de Cinema Nigeriano. Seus filmes são profundamente enraizados nas tradições culturais...

O cinema africano ganha o mundo

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O diretor Tunde Kelani, homenageado na Mostra de Cinema Nigeriano. Seus filmes são profundamente enraizados nas tradições culturais e sociais das comunidades tribais

A indústria de cinema da Nigéria explodiu no início da década de 90 e, hoje, está em primeiro lugar no ranking mundial quando o critério é quantidade de filmes produzidos, na frente de Hollywood (Estados Unidos) e Bollywood (Índia).

Nollywood produz cerca de 2500 filmes e chega a arrecadar US$ 250 milhões no mesmo período. Num país em que a expectativa de vida é de 50 anos, e a renda de boa parte da população não ultrapassa US$1 por dia, verificar que 90% da população declara assistir a um filme por semana, chega a ser surpreendente. Os filmes são realizados em diferentes línguas – entre elas, inglês, iorubá, hausa e outros dialetos locais.

A República Federal da Nigéria é um dos países da costa oeste africana, o mais populoso da África (a maior nação negra do mundo), com pouco mais de 155 milhões de habitantes, e a quase duas décadas, o pioneiro na produção de cinema em vídeo com distribuição informal, no mundo, o que lhe rendeu o posto de maior indústria de cinema que existe hoje. Nollywood é, portanto, o terceiro mega polo de cinema da história, depois de Hollywood e Bollywood, mas já ultrapassou os dois primeiros em produção de filmes.
     As principais características das películas dessa indústria são: a corrupção, a política, a AIDS, a feitiçaria (em diversos níveis), as tradições religiosas, sociais, familiares, e a violência; cada um desses temas trabalhados em diversos gêneros, como a comédia, o drama, o terror, e o épico. Centenas desses filmes nollywoodianos estão dispostos na íntegra no Youtube.

Ricardo Nascimento

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